Brasil e o prenúncio do confronto civil

Brasil e o prenúncio do confronto civil

Lamentavelmente, vemos crescer entre nós uma convicção ardorosa: a de que a solução para os impasses do Brasil só se dará através do enfrentamento direto, da eliminação ou da neutralização dos que pensam diferente. É como se a alma coletiva tivesse se fechado ao diálogo e se entregue à lógica da guerra.

Na primavera, quando o eclipse solar abrir seu portal de sombra e revelação, Marte ingressará em Escorpião, inflamando o Marte natal da Independência. O detonador se acende em quadratura com Plutão em trânsito, fazendo emergir do subterrâneo aquilo que já ferve há tempos: ressentimentos, desejos de poder, radicalismos. Marte é a fagulha que toca a pólvora.

Por isso, é provável que o Brasil atravesse ainda por ciclos de alternância de poder em que sempre uma parte significativa de seus filhos se verá oprimida ou marginalizada. É o reflexo de uma nação que ainda não aprendeu a acolher suas múltiplas vozes, que ainda não sabe viver a democracia em sua plenitude — aquela onde as diferenças não são inimigas, mas fontes de criação.

Vejo com tristeza e surpresa que mesmo pessoas que admiro — buscadoras do autoconhecimento, trabalhadoras espirituais, seres de visão ampla — diante de estímulos políticos e ideológicos transformam-se em militantes radicais, incapazes de escuta ou flexibilidade. Isso me intriga: como pode alguém firmado em virtudes, em contato com sua própria alma, vibrar tão facilmente na frequência da exclusão e da violência?

Os trânsitos planetários anunciam que a prova será dura, e que a tendência ao confronto civil é real. Porém, é também nestes momentos de tensão máxima que a humanidade é chamada à sua escolha essencial: repetir os velhos padrões de destruição ou abrir-se para um caminho novo, civilizado e virtuoso de lidar com as diferenças.

Que Deus e as equipes espirituais consigam suavizar os corações. Que, na travessia desse tempo tenso, possamos aprender que o verdadeiro poder não está em destruir ou silenciar o outro, mas em integrar a diversidade como riqueza viva de um só Brasil.

Um Brasil que se descubra universalista, maior do que suas polarizações, capaz de transformar o fogo da discórdia em chama de consciência. Um país que, ao invés de repetir ciclos de violência, encontre na escuta, na justiça e no respeito o alicerce de sua grandeza. Porque a verdadeira independência não é a da força contra a força, mas a da alma que se reconhece inteira na pluralidade de seus filhos.


Brasil e o prenúncio do confronto civil
Por Hector Othon

Vemos crescer entre nós uma convicção inflexível: a de que a solução para os impasses do Brasil só se dará através do enfrentamento direto, da eliminação ou da neutralização dos que pensam diferente. É como se a alma coletiva tivesse se fechado ao diálogo e se entregue à lógica da guerra.

Na primavera, quando o eclipse solar abrir seu portal de sombra e revelação, Marte, a fagulha, ingressará em Escorpião, inflamando o Marte natal da Independência. O detonador se acende em quadratura com Plutão em trânsito, fazendo emergir do subterrâneo aquilo que já ferve há tempos: ressentimentos, radicalismos.

É provável que o Brasil atravesse ainda por ciclos de alternância de poder em que sempre uma parte significativa de seus filhos se verá oprimida ou marginalizada. É o reflexo de uma nação que não aprendeu a acolher suas múltiplas vozes, que não sabe viver a democracia em sua plenitude — aquela onde as diferenças não são inimigas, mas fontes de criação.

Vejo com surpresa que mesmo pessoas que admiro — buscadoras do autoconhecimento, trabalhadoras espirituais, seres de visão ampla — diante de estímulos políticos e ideológicos transformam-se em militantes radicais, incapazes de escuta ou flexibilidade. Como pode alguém firmado em virtudes, em contato com sua própria alma, vibrar na frequência da exclusão e da violência?

Os trânsitos planetários anunciam que a prova será dura, e que a tendência ao confronto civil é real. Porém, é também nestes momentos de tensão máxima que a humanidade é chamada à sua escolha essencial: repetir os velhos padrões de destruição ou abrir-se para um caminho novo, civilizado e virtuoso de lidar com as diferenças.

Que Deus e as equipes espirituais consigam suavizar os corações. Que Brasil vire inclusivo e se descubra universalista, maior do que suas polarizações, capaz de transformar o fogo da discórdia em chama de consciência. Um país que, ao invés de repetir ciclos de violência, encontre na escuta, na justiça e no respeito o alicerce de sua grandeza. A verdadeira independência não é a da força contra a força, mas a da alma que se reconhece inteira na pluralidade de seus filhos.

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